Hoje estive pensando em como seria bom voltar no tempo, creio que cinco anos seriam o suficiente.
Pensando bem, é muito pouco tempo, mas, minha nossa, como eu era diferente.
Tantos desejos, tanta inocência, tantos planos, e, meu Deus, quanta vontade de viver.
É fato que vivi, e vivi muito. Passei por tanta coisa boa.
Mas por que será que somente as ruins permanecem sob os holofotes.
Na verdade não diria as ruins, mas sim aquelas que marcaram a ponto de me tirar aquela doce inocência de viver. Nossa se fechar meus olhos neste instante, consigo sentir aquela suave sensação de pureza nos sentimentos.
Pureza de quem nunca sofreu..
Pureza de quem nunca morreu..
Pureza de quem nunca teve seus sonhos deliciosamente devorados.
Se fechar meus olhos nesse instante, posso sentir o sabor e a leveza de uma paixão. A delicada ilusão de quem nunca experimentou o amor.
Ah... quem dera pudéssemos conservar a pureza que se tem quando ainda não se viveu quase nada. Quando ainda se acredita que tudo é possível. Que nada nem ninguém pode nos atingir ou mudar a maneira como enxergamos a vida.
Lembro-me como se fosse hoje o tamanho da inocência que havia dentro dos meus planos. Acreditava que tudo seria tão natural... a ponto de se tornar real.
O natural seria, oras se não, ser FELIZ.
Sem feridas, sem cascas, sem capas, sem máscaras, sem receios, sem medos e até mesmo sem ressentimentos.
Mas então o real nos bate a porta e nos mostra o natural, o verdadeiramente natural. Aquele que nos engana, aquele que nos ilude, que nos transforma, que endurece e aquele que se utiliza de subterfúgios para nos fazer acreditar que podemos voltar a nos sentir puros novamente.
Ah...... como nos enganamos.
Realmente voltar NO TEMPO seria muito bom.
Seria bom se pudéssemos resgatar somente aquelas sensações de tranqüilidade e pureza e uni-las as desilusões e desesperanças que nos aplaca nos devora. Então poderíamos reaver aquela vontade de viver plenamente e de nos entregar ao desconhecido, ao inesperado e àquelas paixões tão bobas e doces, que de tão inocentes são incapazes de nos atingir.
. - 26 de Abril de 2010 - .